Sincoplastic

RECICLAGEM

A reciclagem de materiais descartados compreende basicamente as seguintes etapas:

Coleta e Separação dos Materiais (papel, metal, plásticos, madeiras, etc.).Revalorização - preparação dos materiais separados para serem transformados em novos produtos.Transformação - Processamento dos materiais para geração de novos produtos.

Existem três tipos de reciclagem: a química, a mecânica e a energética.

A reciclagem química reprocessa plásticos transformando-os em petroquímicos básicos: monômeros ou misturas de hidrocarbonetos que servem como matéria-prima em refinarias ou centrais petroquímicas. Esta reciclagem permite tratar mistura de plásticos, reduzindo custos com coleta e seleção, e tem por objetivo a recuperação dos componentes químicos individuais para serem reutilizados como produtos químicos ou para a produção de novos plásticos com a mesma qualidade de um polímero original.

A reciclagem mecânica consiste na conversão dos descartes plásticos pós-industriais ou pós-consumo em grânulos que podem ser reutilizados na produção de outros produtos, como sacos de lixo, solados, pisos, conduítes, mangueiras, componentes de automóveis, fibras, embalagens não-alimentícias e muitos outros. Essa reciclagem possibilita a obtenção de produtos compostos por um único tipo de plástico, ou produtos a partir de misturas de diferentes plásticos em determinadas proporções. Estima-se que no Brasil sejam reciclados mecanicamente 15% dos resíduos plásticos pós-consumo.

A reciclagem energética ainda não existe no Brasil, mas já é uma realidade em 35 países, onde mais de 150 milhões de toneladas de lixo urbano são tratados por ano em cerca de 750 usinas, gerando mais de 10.000MW de energia térmica a partir da transformação do lixo urbano, aproveitando o alto poder calorífico contido nos plásticos para uso como combustível.

Países que adotam esse processo, além de criar novas matrizes energéticas, conseguem reduzir substancialmente o volume de seus resíduos, um benefício incalculável para cidades com problemas de espaço para a destinação do lixo urbano.

Além de gerar energia, esta reciclagem é uma solução para o problema dos lixões e aterros sanitários que já não são capazes de atender às necessidades dos centros urbanos, ajuda a preservar os leitos dos rios e a área para a implantação de uma usina é muito inferior à exigida pelos aterros, além de poder estar próxima aos centros urbanos, reduzindo custos de coleta e transporte.